O dia trinta e um de dezembro estava chegando, era o último dia do circo naquela cidade e o aniversário de dezoito anos de Julia, ela não estava ansiosa, por que estaria? Só ficaria mais velha e ganharia a maioridade, porém ela não queria ir embora do circo, gostava de morar ali, adorava aquelas pessoas, não havia porque ir embora dali.
Derick, Julia e Rafael estavam passando mais tempos juntos. Derick ainda não gostava muito de ficar perto de Rafael, mas por Julia ele o tolerava, Rafael se sentia do mesmo jeito.
Na noite de véspera do aniversário, os três estavam sentados na parte de trás do circo em frente a uma grande fogueira, enrolados em um grande cobertor de lã que Rose os havia dado.
"O que você pensa em fazer no seu aniversário Julia?" Perguntou Derick.
"O mesmo que ela faz todos os anos, ficar de cama." Respondeu Rafael por Julia.
"Eu perguntei para ela não para você." Falou Derick asperamente.
"Não comecem." Interferiu Julia antes que os dois começassem a brigar.
"Então, voltando ao assunto que certa pessoa interrompeu" falou Derick olhando feio para Rafael. "O que você vai fazer no seu aniversário?" Perguntou para Julia.
"Eu não sei." Respondeu Julia."Mas o que você fez nesses últimos dezessete anos?" Perguntou para Julia não acreditando que ela não iria fazer nada no seu aniversário de dezoito anos.
“Eu nunca quis festa, não havia necessidade e o porque.” Respondeu vagamente observando o crepitar da fogueira.
"Nem quando você era criança? Nunca quis nada mesmo?!" Indagou Derick.
"Ela nunca precisou, comigo por perto ela não precisava de mais nada." Falou Rafael com um toque de sarcasmo na voz e piscando para Julia.
"Cala boca, idiota!" Grunhiu Derick.
"Vocês dois parem! Rafael pare de provocá-lo. Não Derick, eu nunca quis festa, nem nada, ok?!" Respondeu Julia alterando seu tom de voz.
"Tudo bem entendi." disse Derick.Os sinos da igreja da cidade tocaram as doze badaladas, era trinta e um de dezembro, último dia do ano e aniversário de Julia.
Uma dor de cabeça dilacerante atingiu-a no segundo que o som da última badalada ecoava pela cidade.
"PARABÉNS!" Gritaram os dois em uníssono, lançaram se olhares mortais que fariam até um morto tremer de medo. Julia gemeu de dor com os gritos inesperados.
"Obrigada!" Disse ela massageando as têmporas.
"O que foi Julia?" Perguntou Rafael tocando lhe à cabeça.
"Dor de cabeça insuportável!" Disse ela.
"Quer algum remédio?" Perguntou Derick preocupado.
"Não, vou para a minha tenda, descansar e dormir um pouco!" Respondeu.
"Quer que eu vá com você?" Perguntou os dois juntos.
"Não, tudo bem! Mas, por favor, não se matem” disse ela, se levantando
Julia caminhou até sua tenda e deitou se na cama, se revirou na cama por horas, não aguentando a dor. Ela se virou para a entrada da tenda com os olhos abertos e viu o gato entrar.
Ele se sentou na frente dela na distância de um braço, ficou a olhando por alguns segundos, então se levantou e andou até ela, tocou seu rosto com a pata e a dor cessou, fazendo-a finalmente cair no sono.
E pela primeira vez depois de muito tempo, teve um sonho, sonhou que estava em um lugar aonde tudo era preto, escuro, não conseguia enxergar nada, quando começou a ficar desesperada apareceu um par de olhos verdes, eram familiares, ela os seguiu, mas a cada passo que dava parecia que mais longe ficava dos olhos, até que pisou em falso e caiu para dentro da escuridão. Ela acordou com um grito, estava molhada de suor.
"Cala boca, idiota!" Grunhiu Derick.
"Vocês dois parem! Rafael pare de provocá-lo. Não Derick, eu nunca quis festa, nem nada, ok?!" Respondeu Julia alterando seu tom de voz.
"Tudo bem entendi." disse Derick.Os sinos da igreja da cidade tocaram as doze badaladas, era trinta e um de dezembro, último dia do ano e aniversário de Julia.
Uma dor de cabeça dilacerante atingiu-a no segundo que o som da última badalada ecoava pela cidade.
"PARABÉNS!" Gritaram os dois em uníssono, lançaram se olhares mortais que fariam até um morto tremer de medo. Julia gemeu de dor com os gritos inesperados.
"Obrigada!" Disse ela massageando as têmporas.
"O que foi Julia?" Perguntou Rafael tocando lhe à cabeça.
"Dor de cabeça insuportável!" Disse ela.
"Quer algum remédio?" Perguntou Derick preocupado.
"Não, vou para a minha tenda, descansar e dormir um pouco!" Respondeu.
"Quer que eu vá com você?" Perguntou os dois juntos.
"Não, tudo bem! Mas, por favor, não se matem” disse ela, se levantando
Julia caminhou até sua tenda e deitou se na cama, se revirou na cama por horas, não aguentando a dor. Ela se virou para a entrada da tenda com os olhos abertos e viu o gato entrar.
Ele se sentou na frente dela na distância de um braço, ficou a olhando por alguns segundos, então se levantou e andou até ela, tocou seu rosto com a pata e a dor cessou, fazendo-a finalmente cair no sono.
E pela primeira vez depois de muito tempo, teve um sonho, sonhou que estava em um lugar aonde tudo era preto, escuro, não conseguia enxergar nada, quando começou a ficar desesperada apareceu um par de olhos verdes, eram familiares, ela os seguiu, mas a cada passo que dava parecia que mais longe ficava dos olhos, até que pisou em falso e caiu para dentro da escuridão. Ela acordou com um grito, estava molhada de suor.
Olhou para o lado e viu Rose sentada ao lado de sua cama, Derick e Rafael estavam na entrada da tenda.
"Julia, querida, você está bem?" Perguntou Rose recuperada do susto que teve por causa do grito de Julia.
“Estou, só tive um pesadelo.” Respondeu Julia se acalmando.
"Querida, você nunca teve pesadelos!" Disse Rose confusa.
"Eu nunca sonhei, Rose!" Disse Julia rispidamente, levando a mão à cabeça que voltava a doer.
"Julia, querida, você está bem?" Perguntou Rose recuperada do susto que teve por causa do grito de Julia.
“Estou, só tive um pesadelo.” Respondeu Julia se acalmando.
"Querida, você nunca teve pesadelos!" Disse Rose confusa.
"Eu nunca sonhei, Rose!" Disse Julia rispidamente, levando a mão à cabeça que voltava a doer.
"Do mesmo jeito que você nunca sonhou você nunca tinha ficado doente!" Falou Rose agora preocupada.
"É só uma dor de cabeça, logo passará." Disse Julia.
"Se ela passasse logo você não estaria sentindo ela agora, você tem que tomar um remédio" falou Rose nervosa.
"Remédio? Eu já disse que ela vai passar, não preciso de remédio" respondeu Julia.
"Julia! Cale-se, você precisa de um remédio para a dor cessar. Rapazes tomem conta dela para mim, vou buscar o remédio." Disse Rose se levantando e saindo da tenda, os dois se aproximaram, sentaram se de frente para ela em almofadas.
"Isso não é necessário!" Disse ela áspera.
"Sim, precisava, estava suando frio e agora essa dor de cabeça que não passa." Disse Derick, ele levantou a mão para colocar em sua testa, mas o gato de antes apareceu e interrompeu-o.O gato mostrou os dentes para Rafael e Derick quando eles tentaram pega-lo.
"Que gato é esse?" Perguntou Derick com raiva.
"Ele apareceu aqui no mesmo dia que você, depois disso quase sempre ele está por aqui." Respondeu Julia acariciando, ela se sentou na cama se sentindo bem agora que o gato estava por perto.
"Aquele gato que você assustou com o canivete?" Perguntou Derick
“Sim” respondeu ela.
O gato ronronava, enquanto a observava, então Julia se assustou.
"Não podem ser, esses olhos... São os olhos que eu perseguia no pesadelo!" Pensou Julia.
"Não era um pesadelo, era um sonho, o sonho que você teria que ter para começar a entender a sua natureza!" Disse uma voz na sua cabeça.
"É só uma dor de cabeça, logo passará." Disse Julia.
"Se ela passasse logo você não estaria sentindo ela agora, você tem que tomar um remédio" falou Rose nervosa.
"Remédio? Eu já disse que ela vai passar, não preciso de remédio" respondeu Julia.
"Julia! Cale-se, você precisa de um remédio para a dor cessar. Rapazes tomem conta dela para mim, vou buscar o remédio." Disse Rose se levantando e saindo da tenda, os dois se aproximaram, sentaram se de frente para ela em almofadas.
"Isso não é necessário!" Disse ela áspera.
"Sim, precisava, estava suando frio e agora essa dor de cabeça que não passa." Disse Derick, ele levantou a mão para colocar em sua testa, mas o gato de antes apareceu e interrompeu-o.O gato mostrou os dentes para Rafael e Derick quando eles tentaram pega-lo.
"Que gato é esse?" Perguntou Derick com raiva.
"Ele apareceu aqui no mesmo dia que você, depois disso quase sempre ele está por aqui." Respondeu Julia acariciando, ela se sentou na cama se sentindo bem agora que o gato estava por perto.
"Aquele gato que você assustou com o canivete?" Perguntou Derick
“Sim” respondeu ela.
O gato ronronava, enquanto a observava, então Julia se assustou.
"Não podem ser, esses olhos... São os olhos que eu perseguia no pesadelo!" Pensou Julia.
"Não era um pesadelo, era um sonho, o sonho que você teria que ter para começar a entender a sua natureza!" Disse uma voz na sua cabeça.
Ela olhou para Derick e Rafael não acreditando que havia mesmo ouvido algo em sua cabeça, eles estavam conversando entre si calmamente.
"Nenhum dos dois palermas disse algo, fui eu! Só que por telepatia, seria meio estranho se eu começasse a falar na frente deles!" Disse à voz que era macia e rouca, mas transmitia certo conforto e verdade.
Quem é você?"Pensou Julia
"Olhe para baixo." Disse a voz, ela olhou para o gatinho deitado em seu colo, seus olhos mostravam certo divertimento."Merda." Ela falou baixinho pensado ou que ela estava maluca ou que o gatinho que estava no seu colo estava falando telepaticamente com ela.
"Pensei que você ia sair correndo, mas até que reagiu bem" continuou a voz na sua cabeça, agora ela sabia que o gato.
"Voltei!" Disse Rose entrando na tenda com um copo-d'água e uma cartela de remédio.
"Tome." disse ela esticando o copo e a cartela."Não pegue isso!" Disse uma voz forte atrás de Rose, Julia que tinha os braços esticados para Rose os recolheu quando reconheceu a voz quase imediatamente.
"Aladus, ela está com dor" disse Rose se voltando para ele.
"Não está mais!" Disse ele entrando na tenda.
"Como você sabe?" Rebateu Rose, batendo o pé irritada.
"Estou errado, Julia?" Perguntou Aladus.
"Não, não está errado!" Respondeu Julia
"Aladus..." disse Rose.
"Saiam, preciso conversar a sós com Julia!" Interrompeu ele.
Derick e Rafael olharam para a Julia que balançou a cabeça para que fossem, Rose saiu irritada da tenda, batendo o pé como uma criança.
Quando os passos dos três já não eram possíveis de ouvir, Aladus andou até a cama de Julia, o gato se levantou de seu colo e andou até a beira da cama, sentou se de frente para Aladus.
"Nenhum dos dois palermas disse algo, fui eu! Só que por telepatia, seria meio estranho se eu começasse a falar na frente deles!" Disse à voz que era macia e rouca, mas transmitia certo conforto e verdade.
Quem é você?"Pensou Julia
"Olhe para baixo." Disse a voz, ela olhou para o gatinho deitado em seu colo, seus olhos mostravam certo divertimento."Merda." Ela falou baixinho pensado ou que ela estava maluca ou que o gatinho que estava no seu colo estava falando telepaticamente com ela.
"Pensei que você ia sair correndo, mas até que reagiu bem" continuou a voz na sua cabeça, agora ela sabia que o gato.
"Voltei!" Disse Rose entrando na tenda com um copo-d'água e uma cartela de remédio.
"Tome." disse ela esticando o copo e a cartela."Não pegue isso!" Disse uma voz forte atrás de Rose, Julia que tinha os braços esticados para Rose os recolheu quando reconheceu a voz quase imediatamente.
"Aladus, ela está com dor" disse Rose se voltando para ele.
"Não está mais!" Disse ele entrando na tenda.
"Como você sabe?" Rebateu Rose, batendo o pé irritada.
"Estou errado, Julia?" Perguntou Aladus.
"Não, não está errado!" Respondeu Julia
"Aladus..." disse Rose.
"Saiam, preciso conversar a sós com Julia!" Interrompeu ele.
Derick e Rafael olharam para a Julia que balançou a cabeça para que fossem, Rose saiu irritada da tenda, batendo o pé como uma criança.
Quando os passos dos três já não eram possíveis de ouvir, Aladus andou até a cama de Julia, o gato se levantou de seu colo e andou até a beira da cama, sentou se de frente para Aladus.
"Transforme-se, Ren" disse Aladus para o gato.
"Aladus, o que que...” Julia tentou dizer, mas fagulhas de luz contornaram o gato, que virou uma criatura alta e esguia.
"Um Homem!" Pensou ela.
O gato preto se tornou um homem alto e esguio, com cabelos negros que caiam sobre seus olhos verdes, seus lábios eram carnudos e seu nariz fino, seus ombros eram largos e seus braços definidos, sua pele era morena meio dourada, usava uma jaqueta de couro preto reluzente sem nada por baixo, possibilitando-a ver o abdômen definido, usava um jeans surrado e um tênis velho.
"Oi, Julia!" Disse o gato, sua voz era forte e sedutora.
"Oi" disse Julia, sua voz estava fraca.
"Julia, esse é Ren, o gato de antes, ele e eu somos bruxos, como você." Disse Aladus calmamente, como se estivesse falando para ela como foi seu dia de trabalho.
"Você disse que você e ele e eu somos O QUE?" Disse Julia seus olhos se arregalando.
"Bruxos, feiticeiros, magos... Como preferir!" Disse Aladus dando de ombros.
"Bruxo? Vocês tudo bem, ainda mais depois de eu ver o gato se transformando em homem, mas EU?!" Disse ela se engasgando com as últimas palavras, ela se levantou.
"Sim, você é uma bruxa. Para ser mais exato, a Princesa!" Disse Aladus.
"Princesa?!" Disse Julia incrédula.
"Aladus, o que que...” Julia tentou dizer, mas fagulhas de luz contornaram o gato, que virou uma criatura alta e esguia.
"Um Homem!" Pensou ela.
O gato preto se tornou um homem alto e esguio, com cabelos negros que caiam sobre seus olhos verdes, seus lábios eram carnudos e seu nariz fino, seus ombros eram largos e seus braços definidos, sua pele era morena meio dourada, usava uma jaqueta de couro preto reluzente sem nada por baixo, possibilitando-a ver o abdômen definido, usava um jeans surrado e um tênis velho.
"Oi, Julia!" Disse o gato, sua voz era forte e sedutora.
"Oi" disse Julia, sua voz estava fraca.
"Julia, esse é Ren, o gato de antes, ele e eu somos bruxos, como você." Disse Aladus calmamente, como se estivesse falando para ela como foi seu dia de trabalho.
"Você disse que você e ele e eu somos O QUE?" Disse Julia seus olhos se arregalando.
"Bruxos, feiticeiros, magos... Como preferir!" Disse Aladus dando de ombros.
"Bruxo? Vocês tudo bem, ainda mais depois de eu ver o gato se transformando em homem, mas EU?!" Disse ela se engasgando com as últimas palavras, ela se levantou.
"Sim, você é uma bruxa. Para ser mais exato, a Princesa!" Disse Aladus.
"Princesa?!" Disse Julia incrédula.

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