O Sol brilhou intensamente
iluminando a biblioteca.
Julia abriu os olhos devagar, o Sol atingiu
seus olhos fazendo-a fechá-los novamente, colocou uma das mãos sobre os olhos e
se levantou.
Olhou ao redor, pegou o livro e colocou-o
sobre a mesa, não acreditava que havia dormido fora sem avisar a ninguém.
Deviam estar preocupados.
Foi até a porta e quando estava prestes a
abri-la alguém bateu levemente do outro lado.
"Entre" Disse.
Suzana abriu a porta.
"Bom dia Alteza! Preparei seu café da
manhã e já arrumei seu quarto para que possa se arrumar." Disse a
empregada.
"Arrumou meu quarto?" Perguntei
confusa.
"Sim, a senhorita tem um quarto aqui.
Oras Alteza esse é seu castelo e tudo o que há aqui é seu." Disse ela
sorrindo.
"Sim, eu sei. Só não sei se conseguirei
me acostumar." Respondeu "Bem, me leve ao meu quarto, por
favor."
Suzana a guiou por diversos corredores. Depois de caminharmos por longos minutos chegamos a um corredor sem saída, uma porta de madeira se erguia no fim do corredor.
Suzana tirou do cinto um molho de chaves escolheu uma e a encaixou na fechadura. Quando a porta se abriu um grande quarto surgiu.
Uma cama retangular com dosséis se encontrava no meio do quarto, havia uma penteadeira, uma escrivania, um grande armário e dois sofás.
Uma grande janela se erguia atrás da cama, duas pesadas cortinas barravam a entrada da luz solar no quarto.
Mas o que mais a surpreendeu foi que as cores predominantes no quarto eram: vermelho da cor de meus cabelos e prata.
"Nossa, como é lindo" Falou Julia rodando no meio do quarto para ver todos os detalhes dele.
"Foi sua mãe que o fez, para quando tivesse idade para começar a governa." Respondeu Suzana com o olhar longe.
"Você conheceu meus pais?" Perguntou Julia, que pela primeira vez ficara curiosa com relação aos seus pais.
"Não sua alteza, não cheguei a conhecer seus pais, mas pelo que as outras empregadas falam eu acabo tendo uma ideia de como eles eram." Respondeu Suzana com um sorrisinho no rosto.
"E o que elas falam?" Continuo Julia perguntando
"Que eram bons Reis, sempre atenciosos, eram amados por todos" Falou Suzana
Mas quando Suzana disse que eram amados por todos logo Julia se lembrou de ter encontrado com os Rebeldes, e com certeza eles não amavam a família real.
"Princesa, eu posso-lhe perguntar uma coisa?" Perguntou Suzana
"Claro" Respondeu Julia.
"Quando será sua coroação princesa?"
Julia se virou para Suzana, ainda não tinha resolvido essa questão. Depois de pensar um pouco ela respondeu.
"Amanhã."
"Amanhã?! Que maravilha!" Fala Suzana quase pulando de felicidade.
Julia riu da reação da empregada.
"Suzana, gostaria de me aprontar, poderia me dar licença?!" Perguntou.
"Oh, claro Alteza." Disse ela, fez uma reverência e se foi batendo a porta atrás de si.
Julia andou pelo quarto passando as mãos pelos móveis, suspirou e foi até o banheiro, tomou um banho rápido e voltou ao quarto.
Colocou uma calça jeans escura e uma camiseta azul-bebê que encontrei no armário. Provavelmente alguém as havia acabado de materializar. Colocou seu tênis e caminhou para a biblioteca, no meio do caminho encontrou um guarda que a levou para o salão de refeições.
A mesa que tinha do salão era enorme, Julia achou ter contado vinte cadeiras em torno da mesa, mas a comida só estava posta para uma cadeira, mas em vez de ter comida típica do Triora, tinha um café da manhã estilo americano, cheio de ovos, bacons, pão e panqueca.
Comeu metade da panqueca e um pouco de ovo, bebeu metade do suco de laranja e logo se levantou da mesa e indo em direção a biblioteca.
Julia não tinha mais tempo a perde, tinha que acabar o que estava fazendo até amanhã.
Ao chegar à biblioteca ela se lembrou de ter deixado seu novo celular em algum lugar por ali.
Quando achou levou uma surpresa quando percebeu que tinha mais de dez chamadas perdidas e oito mensagens.
Ela sabia que tinha deixado todos preocupados, mas não a esse ponto. As primeiras cinco chamadas eram de Ren, ela iria retorná-las mais tarde, quatro eram de Aladus. Ela retornou na mesma hora, tinha que avisá-lo que sua coroação iria ser amanhã.
Só tocou uma vez antes de Aladus atendesse.
"Julia! Você está bem?" Perguntou Aladus desesperado da outra linha.
"Eu estou, só liguei para avisar que minha coroação vai ser amanhã, tchau Aladus" Respondeu Julia secamente.
"Espera Julia! Aonde vo..." Mas Aladus não conseguiu terminar a frase porque Julia já tinha desligado.
Julia foi conferir de novo as chamadas perdidas, só tinha mais uma e era de Derick.
Ao ver que Derick tinha ligado ela logo sente algo quente dentro dela. Mas do jeito que eles tem se tratado ela resolve retornar mais tarde também
Já as mensagens eram todas do Rafael. Largou o celular de lado e resolveu voltar a estudar.
Julia passou a manhã e a tarde toda estudando, parou apenas para almoçar.
Quando já era cinco horas ela parou, olhou pela janela, para o jardim, o Sol se deitava atrás das montanhas. Julia fechou o livro e o colocou sobre a mesa, trancou boa parte de seu poder para que ninguém descobrisse que ela havia treinado.
Materializou um casaco e saiu da biblioteca, se despediu dos empregados e foi embora.
Passou pelas ruas de Triora calmamente, observando as pessoas e a noite, a Lua estava alta no céu. Amanhã a Lua estaria cheia, amanhã Julia se tornaria a Rainha.
Quando chegou ao hotel, ela respirou fundo antes de entrar.
Então ela entrou.
A recepção estava vazia, relaxou um pouco e continuou andando. No salão seus medos se tornaram realidade.
Aladus, Ren, Rafael e Derick estavam
sentados, cada um em lugar diferente na sala, com carrancas compondo seus
rostos.
Julia esticou a coluna e altiva entrou no
salão. Todos viraram suas cabeças em sua direção.
Alívio e Raiva podem expressar o que passou
em seus rostos.
"Onde você estava?" Perguntou
Aladus.
"Onde passou a noite?" Perguntou
Derick.
Eles pularam de suas cadeiras e foram até
ela. Julia por sua vez agiu como se nada tivesse acontecido, andou até as
escadas com eles atrás dela fazendo mil perguntas.
"Você está bem?"
"Comeu?"
"Cadê as suas roupas?"
"O que você estava fazendo?"
"Alguém estava com você? Quem?"
"Por que não atendeu os nossos
telefonemas?"
"Viu minhas mensagens?"
E foi assim até chegar ao seu quarto.
Quando já estavam de frente para a porta ela
se virou.
"Eu estava na minha casa, com quem não
interessa, não quis responder suas mensagens, não atendi suas ligações e amanhã
estarei indo morar em minha casa" Disse Julia olhando-os nos olhos, todos
ficaram surpresos, sem exceção.
Abriu a porta e entrou, mas antes de fechar
disse:
"Encontrei o meu lugar..." E assim
fechou a porta sem ao menos esperar as reações.
Pegou sua mala e colocou suas coisas lá
dentro, preparou tudo para o outro dia, o dia que mudaria sua vida.
Pegou seu celular para ver o calendário e
quando viu a numeração, gargalhou.
E então chorou.
Riu do dia seguinte e chorou do mesmo.
O dia seguinte era uma sexta-feira, dia 13 de
outubro, primeira Lua cheia do ciclo de Bruxas.
Dia de sua coroação.
Um erro que repete-se frequentemente nas histórias é o emprego da primeira e terceira pessoa na mesma frase, como na frase: "COLOCOU uma calça jeans escura e uma camiseta azul-bebê que ENCONTREI no armário".
ResponderExcluirSe ela pode materializar tudo, para que mala ?
ResponderExcluirTodos são apegados a certas coisas, certo? E materializar é uma ação muito cansativa, que requer muita concentração e tempo, tendo as roupas já ali é mais fácil.
Excluir~~Kheka~~